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1937
Da esquerda p/ a direita: Jamil Sebba, Luiz Sampaio, João Adão, Gabriel Nino, Divano Sampaio, Nego Lourenço, Talles Campos, Filogônio, Weber Campos, Manoelzinho, Frutuoso e Leandro.
Agachados: Moedson e Waldemar Ferrugen.
Catalão F.C. ano de 1958: Consolines, Alberto Ribeiro, Vicente, Homero, Liquinho, Bertoldo, Coquinho, Augusto, Jurandir Mendes, Nivaldo Silva.
Agachados: Silas, Alberto Mendes, Cassianinho, Joãozinho da Natalina, Totonho e Camargo.
Antes do profissionalismo a equipe do Senac, que depois se transformou no Catalão F.C., e o faziam jogos memoráveis. Estes confrontos ficaram ainda mais acirrados e participativos a partir de 1959 com a inauguração do estádio Genervino Evangelista da Fonseca.
A cidade se dividia entre estas duas equipes e a transformava numa paixão fervorosa nos dias que antecediam os famosos jogos entre Catalão F.C e.
HIST?RIAS DO LE?O DO SUL
O Clube Recreativo e Atlético Catalano -, foi fundado em 13 de julho de 1931 para representar o município nas competições esportivas regional, estadual e nacional. No início disputava apenas torneios da cidade e alguns regionais, principalmente envolvendo as cidades de Araguari, Uberlândia e Uberaba.
Em 1965 foi campeão da Segunda Divisão, invicto, com a seguinte formação: Nego, Pereco, Lázaro, Luiz Carlos, Silvio Salomão, Macaúba, Edir, Dezoito, Zé Tavares, Hosana e Zinho. O técnico era o Marambaia.
Para manter este time profissional a diretoria pedia auxílio à comunidade. Algo muito difícil na época, pois a cidade ainda não tinha aquela paixão fortalecida. Criaram uma loteria (semelhante a esportiva) com 5 jogos e quem fizesse mais pontos passava na ?Construtora? do diretor Osires Pimentel Ulhôa e levava para casa o prêmio.
Algumas histórias são contadas pelos mais antigos, como a de que o time de 1965 era tão bom que na preleção, o técnico Marambaia não passava orientação técnica alguma, apenas dizia: ?Meninos, hoje o jogo é duro. Nossa Senhora Aparecida que os proteja. Vamos lá!!!?
Ou como dizia o ex-auxiliar da tesouraria, João Cardoso de Carvalho, que chegava até o Hotel Matriz, na Praça da Velha Matriz, bem cedinho, no domingo, dia do jogo, para conversar com o árbitro, pedindo que ele fosse imparcial. Mas, que poderia ser parcial se quisesse: ?Os mais bravos eram os mais baratos?, dizia João Cardoso.
CAMPE?O GOIANO 1967

Em 1967, dois anos após entrar na divisão de elite goiana e um ano após o primeiro título do Goiás EC, o CRAC sagrou-se campeão goiano da primeira divisão.
Foi no dia 25 de novembro de 1967 em pleno estádio Antônio Accioly. Um sábado à tarde, com a maior renda já vista até então num jogo de futebol no estado de Goiás. A diretoria do tentou de toda maneira transferir o jogo para o Estádio Olímpico, mas o Atlético não aceitou.
O CRAC entrou em campo e venceu com Nego, Silvio Salomão, Gato, Dema e Luiz Carlos. Lázaro e Dezoite. Claudinho, Toró, Toninho ?ndio e Wagner. Além desses atletas, outros como: Recife e Bira tiveram boas atuações.
O gol foi marcado pelo ponta esquerda Wagner aos 18 minutos. Daí pra frente houve muita pressão do time Atleticano, mas o Leão do Sulmanteve o placar. O técnico que comandou o nessa vitória importante foi o Odair Tito.
O time campeão de 1965 (Segunda Divisão) e o de 1967 (Primeira Divisão) foi praticamente mantido durante 5 anos.
Um acontecimento marcante se deu num jogo entre CRAC 1 x 0 Atlético Goianiense (Campeonato de 1968), quando o juiz da partida autorizou a saída de bola e o atleta Claudão (Cláudio Vitor) chutou diretamente ao gol, fazendo talvez (naquela época não havia filmagens para poder cronometrar corretamente o lance) o gol mais rápido do mundo. O goleiro do Atlético estava fazendo aquecimento na linha da grande área e não deu tempo de voltar para a meta. Foram apenas 2 toques e na súmula, o tempo de 6 segundos. Acredita-se, pelas dimensões do ?Genervino? e pela rapidez, que o tempo gasto seria de no máximo 6 segundos.
Foram 18 jogos, sendo 9 vitórias, 6 empates e apenas 3 derrotas. Toninho ?ndio foi artilheiro do campeonato no ano de 1967 com 17 gols.
Terminado o jogo a cidade de Catalão ficou toda empolgada.
As pessoas se abraçavam, corriam pelas ruas e quando finalmente a equipe campeã chegou à cidade houve uma comemoração tão vibrante como nunca se viu até então.
Nem mesmo o famoso torcedor atleticano ?respeita as cores vagabundo?, conseguiu segurar a força do CRAC em pleno estádio Antônio Accioly.
JOGOS DISPUTADOS EM 1967
1° Turno 09/08/67 (fora) CRAC 3 x 0 Ipiranga
13/08/67 (casa) CRAC 1 x 1 Vila Nova
20/08/67 (casa) CRAC 4 x 1 Atlético
27/08/67 (casa) CRAC 1 x 1 Goiânia
02/09/67 (fora) CRAC 1 x 1 Inhumas
06/09/67 (fora) CRAC 0 x 0 Goiás
09/09/67 (fora) CRAC 1 x 2 Anápolis
23/09/67 (fora) CRAC 2 x 1 Ceres
01/10/67 (casa) CRAC 2 x 1 Anapolina
2° Turno 08/10/67 (casa) CRAC 2 x 1 Inhumas
11/10/67 (casa) CRAC 1 x 0 Anapolina
15/10/67 (casa) CRAC 1 x 0 Ipiranga
22/10/67 (casa) CRAC 0 x 0 Ceres
29/10/67 (fora) CRAC 1 x 0 Vila Nova
05/11/67 (fora) CRAC 1 x 1 Goiás
12/11/67 (fora) CRAC 1 x 2 Goiânia
19/11/67 (casa) CRAC 1 x 2 Anápolis
25/11/67 (fora) CRAC 1 x 0 Atlético
O foi campeão da 2ª Divisão nos anos de 1965, 1986, 2001, 2003 e vice-campeão em 1969 e 1997.

O BICAMPEONATO 2004
Determinação, planejamento e organização foram características marcantes do trabalho feito pela diretoria, comissão técnica e jogadores, culminando na conquista do campeonato goiano de 2004, tarefa até então considerada impossível por muitos.
Na apresentação do elenco o prefeito Adib Elias, torcedor n° 1 e grande incentivador do time, pediu coragem, determinação e união ao grupo para conseguir levantar pela segunda vez a taça de campeão.
Com uma equipe forte formada por jogadores vindos de todo o Brasil, o Leão do Sul iniciou em Ipameri a saga rumo à vitória. O primeiro embate foi com foi o Novo Horizonte, na casa do adversário, estádio Durval Ferreira Franco. O resultado foi Novo Horizonte 1 x 2.
O resultado positivo no certame só foi possível porque a diretoria cumpriu papel relevante. Sempre oferecendo aos jogadores as condições, dentro e fora das quatro linhas, necessárias para que o rendimento nos jogos fosse o melhor, a diretoria com o apoio do prefeito torcedor pagou em dia os salários e prêmios.
A SEMI-FINAL

O jogo aconteceu no Serra Dourada. Colorido de azul e branco o estádio da capital foi palco de um espetáculo. No tempo normal o Leão perdeu, mas nas penalidades máximas o goleiro Helder fechou o gol e o catalano vibrou e comemorou.
A FINAL X 
O torcedor amanheceu uniformizado. Camiseta, boton, faixa, bandeira e tudo mais que tira direito nas cores azul e branco. O domingo (18 de abril de 2004) , que começava em clima de alegria terminaria ainda mais alegre.
Além do fato da final do goianão estar sendo disputada por um time do interior, o fato inédito da partida acontecer num estádio do interior tornava o momento ainda mais especial. O espetáculo foi digno de ser mostrado para o Brasil através de emissoras de televisão. E a cidade toda viu o jogo, que foi transmitido ao vivo. Cada lance, cada emoção comemorada por famílias e torcedores de coração.
 A torcida teve papel de honra na conquista do goianão. Sempre presente nas partidas desde o início da competição o torcedor deu show, mesmo nas apresentações fora de casa, se mostrando ser o 12° jogador.
S?MULA DA FINAL
Equipes:
CRAC? Helder, Baiano, Cristiano, Cleiton Mineiro e Marcinho (Cleiton Goiano); Pedrinho, Celinho, Cacá e Guarú; Sandro Oliveira e Sandro Goiano.
T?CNICO: Wanderley Paiva
VILA NOVA ? Kiko, Bosco, Willians, Higor (Jacques) e Michael; Fábio Bahia, Heleno, Evandro e Robson (Luciano); Wando e Mendes.
T?CNICO: Evair
LOCAL: Estádio Genervino Evangelista da Fonseca ? Catalão/Goiás
?RBITRO: Cleiber Elias
ASSISTENTES: Gesmar Miranda e José Bonfim
P?BLICO: 12.000 (presentes), mais de 50.000 viram a partida através da televisão em Catalão e região
GOLS: Sandro Oliveira aos 55 segundos do 1° tempo, Celinho aos 7 e Guarú aos 40 minutos do 2° tempo
P?NALTIS: CRAC 5 x 4 Vila Nova
EXPULS?O: Willians aos 42 minutos do 2° tempo
JOGOS DISPUTADOS PELO EM 2004
Novo Horizonte 1 x 2 CRAC
CRAC 3 x 1 Anapolina
CRAC 0 x 2 Jataiense
Itumbiara 0 x 1 CRAC
Grêmio 1 x 2 CRAC
CRAC 3 x 0 Goiás
Goiás 1 x 0 CRAC
CRAC 0 x 1 Grêmio
CRAC 1 x 0 Itumbiara
Jataiense 2 x 2 CRAC
Anapolina 1 x 2 CRAC
CRAC 4 x 1 Novo Horizonte
Vila Nova 1 x 0 CRAC
CRAC 5 x 2 Real
Rio Verdense 1 x 1 CRAC
Goiatuba 1 x 4 CRAC
CRAC 3 x 1 Anápolis
SEMI-FINAIS
CRAC 3 x 0 Goiás
Goiás 2 x 0 CRAC
Pênaltis ? Goiás 2 x 4 CRAC
FINAIS
Vila Nova 2 x 1 CRAC
CRAC 3 x 0 Vila Nova
Pênaltis ? CRAC 5 x 4 Vila Nova
EMPRESAS QUE PATROCINARAM A CONQUISTA DO LE?O
Sakura, Copefós o Fosfato Bicálcico, John Deere, Cesuc ? Centro de Ensino Superior de Catalão, Mitsubishi Motors e Lambra.
OS BICAMPE?ES
Goleiros:
Helder Vieira Cavalcante
Valdenir R. da Silva ? Denis
César Augusto Fossá
Defensores:
Clodoveu Almeida Júnior ? Alemão
Pedro Rogério Lopes ? Pedrinho
Cristiano Pinheiro da Silva
Rodrigo Frank Pereira
Márcio Luís de Souza ? Marcinho
Wesley Carlos Pereira
Cícero Vitor dos Santos Júnior
Cleiton Aparecido Alves Júnior ? Cleiton Mineiro
Meio campo:
Rodrigo das Neves Freitas ? Guarú
Laércio Alves Santos ? Baiano
Michel Jefferson Nascimento
Israel da Costa Luz - Kanela
Flávio Marcelo Valentim ? Celinho
Jayme Gomes Júnior
Atacantes:
Sandro da Cunha Carneiro ? Sandro Goiano
Carlos Eurídes Donizete ? Cacá
Sandro T. Oliveira
Cláudio de Souza Martins
Wander Kempes Oliveira
Cleiton Oliveira Pinto
COMISS?O T?CNICA
Técnico: Wanderley Paiva Monteiro
Auxiliar Técnico: João Batista Silva
Preparador Físico: Luíz Roberto Fernandes (Pezão)
Treinador de Goleiros: Vacil Batista Souza
Roupeiro: Rodrigo Lima Ribeiro
Auxiliar de roupeiro: Marcelo Henrique Barbosa
Departamento médico: Dr. Helbio Pereira, Dr. Rodrigo e Gabriel Pedro da Silva
Massagista: Divino Eterno Moraes (Meinha)
A DIRETORIA
Presidente do Conselho Deliberativo: Adélio Campos
Presidente: Luís Isaac Henz
Vice-presidente: Lázaro José da Silva
Gerente de futebol: Sidney Ferreira
Diretor de futebol: Rogério Tucha
Diretor de marketing: Giovani Cortopassi
Tesoureiro: Roberto Silva
Supervisor: José Francisco C. Júnior (Juninho)
FRASES E / OU MANCHETES DOS PRINCIPAIS JORNAIS DO ESTADO:
Paixão Azul
, o único do interior a conquistar dois títulos
Tudo Azul
na cabeça
Na loteria dos pênaltis, time de Catalão leva a melhor contra o poderoso Goiás
- ?Soberano?
tipo exportação
Goleada. De novo!
? Páscoa na Serrinha
Catalão dá um chocolate no Goiás
Bendito Catalão
Zebra ou resultado de planejamento?
, alegria de catalanos, vilanovenses e esmeraldinos
Fonte: Revista Bicampeão / Revista Clube Recreativo e Atlético Catalano - Uma Paixão?
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